Encontros “Caminhos na construção da História: artes, ciências e conhecimento do mundo”, nos dias 22.Janeiro e 5.Fevereiro.2011

13 01 2011

A Quarta Parede organiza os Encontros “Caminhos na construção da História: artes, ciências e conhecimento do mundo”. A concepção e direcção é de Luísa Veloso e Magda Henriques e conta com o apoio do Museu de Lanifícios da UBI.

Estes encontros surgem integrados no programa de actividades pedagógicas “As máquinas mudaram a arte…”.

No âmbito desta actividade realizar-se-ão dois Encontros:

22.Janeiro.2011 | 14h30 às 18h | Museu de Lanifícios da UBI [Covilhã]

Encontro 1. O espaço museológico como construção, encontro e preservação da História e de histórias

Oradores: Emília Margarida Marques (CRIA-IUL) | Frédéric Vidal (CRIA-IUL) | Luísa Veloso (CIES-IUL) | João Fernandes (Fundação de Serralves) | Susana Medina (FEUP)

Moderação: Luísa Veloso

O espaço museológico tem formatos e objectivos heterogéneos. Os museus que definem como sua missão a exibição e, eventualmente, preservação de um determinado património industrial de raiz territorial, assumem um figurino específico, mas as suas práticas podem ser amplamente diversificadas. O Museu dos Lanifícios e o programa “As máquinas mudaram a arte…” servem como pretexto para uma reflexão em torno dos processos de patrimonialização. Um património delimitado, quer ao nível dos contextos locais, quer das actividades económicas. Porquê preservar? Com que objectivos? De que forma? Que actores implicar?

 

5.Fevereiro.2011 | 14h30 às 18h | Museu de Lanifícios da UBI [Covilhã]

Encontro 2. Arte: espelho, agente de transformação e realidade em si

Oradores: Eduarda Neves (ESAP) | Pedro Rocha (Fundação de Serralves) | Miguel Leal (FBAUP) |  Sara Lamúrias (aforest-design, UBI) | Rui Sena (Quarta Parede)

Moderação: Magda Henriques

Reflectimos aqui sobre as mudanças da arte desde o advento da industrialização aos nossos dias. Sobre a arte como espelho, agente de transformação e realidade em si… e, porque entre os nossos convidados temos criadores, programadores e professores, sobre a exigência e o trabalho que a arte e a cultura em geral reclamam, na sua criação e recepção, mas simultaneamente sobre a possibilidade de representarem lugares de amizade, encontro e criação de sentidos.

 

No sentido de reforçar o pensamento sobre os múltiplos caminhos na interminável construção da História, as histórias na História, serão apresentados no Museu dos Lanifícios dois vídeos.

O primeiro vídeo, de carácter documental, intitula-se “Homens e máquinas: ofícios de lã” e foi concebido e coordenado por Luísa Veloso e Frédéric Vidal. Trata-se de dois registos sobre o trabalho que foram efectuados na Covilhã em Dezembro de 2010, sobre a relação dos trabalhadores com as suas máquinas e demais ferramentas de trabalho, assim como as suas trajectórias profissionais.

O segundo vídeo é um registo do espectáculo “Os fios que a lã tece”. Este espectáculo, da autoria da Quarta Parede, desenha uma narrativa da indústria dos lanifícios, na Covilhã, da sua origem até aos nossos dias.

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