EM TRÂNSITO 2022

19 09 2022

Estamos EM TRÂNSITO – artes performativas para novos públicos 2022!

O EM TRÂNSITO 2022 convida miúdos e graúdos para espetáculos que aliam o lúdico ao estímulo da imaginação, da curiosidade e do questionamento, acreditando que a sensibilidade estética e artística é um recurso para todos os dias. Esta programação dirige-se à formação e mediação de públicos e sublinha a natural interseção entre as artes performativas e outras áreas da vida e do conhecimento.

Nesta 3ª edição, a música, o teatro, a história, a política, as árvores, as frutas e os legumes ajudam-nos a descomplicar temas bicudos relacionados com ecologia, emoções, identidade de género, sexualidade, bullying e feminismo.

Entre os dias 12 e 26 de outubro, no Teatro Municipal da Covilhã e no Auditório do Teatro das Beiras, apresentamos os espetáculos “As árvores não têm pernas para andar” de Joana Gama, “Antiprincesas-Carolina Beatriz Ângelo” de Cláudia Gaiolas e “Couve Rosa Morango Amarelo” de Graça Ochoa, com sessões sobretudo para grupos escolares, mas também para famílias e público em geral.

Que bom seria encontrar-te EM TRÂNSITO!

As árvores não tem pernas para andar de Joana Gama
12/10 quarta-feira . M/3
2 sessões: 10h00 e 11h00
Duração: 35min + conversa
Teatro Municipal da Covilhã

©Estelle Valente

Já repararam que desde que são semeadas, as árvores permanecem sempre no mesmo sítio, a partir do qual se alimentam, se defendem e se reproduzem? Não são como nós, que nascemos num país e podemos viajar ou até ir morar para o outro lado do planeta. E tal como a música difere de continente para continente, podemos encontrar árvores muito diferentes espalhadas pelo mundo: árvores que são autênticas casas, outras que movem multidões para serem admiradas, outras que produzem material que já chegou à lua… Mas não quero estragar a surpresa: no meu concerto vou contar-vos histórias sobre o mundo maravilhoso das árvores com a ajuda de um pequeno grande instrumento: o toy piano!

Toy piano & histórias: Joana Gama Música original: João Godinho Ilustrações: Francisco Eduardo Desenho de luz: Frederico Rompante Cenografia: Eles® Coprodutores: Fundação Lapa do Lobo, Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Campo Alegre, São Luiz Teatro Municipal, A Oficina, CAE Sever do Vouga

Antiprincesas – Carolina Beatriz Ângelo de Cláudia Gaiolas
14/10 sexta-feira . 15h00 . público escolar . M/6
15/10 sábado . 15h00 . público em geral
Duração: 35min + conversa
Auditório Teatro das Beiras

©José Frade

Carolina Beatriz Ângelo, médica e feminista portuguesa, foi a primeira mulher a votar no país, em 1911. A lei afirmava que só podiam votar cidadãos maiores de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família. O facto de ser viúva e ter de sustentar a sua filha permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada “chefe de família”.

Direção e interpretação: Cláudia Gaiolas Assistência de direção: Keli Freitas Dramaturgia: Alex Cassal Cenografia: Carla Martinez Figurinos: Ainhoa Vidal Sonoplastia: Teresa Gentil Produção executiva: Armando Valente

> BILHETEIRA TEATRO DAS BEIRAS / PÚBLICO EM GERAL

Espetáculo gratuito, mediante levantamento de bilhetes.

Horário de bilheteira
2º feira a 6º feira: 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00
Dias de espetáculo: 1h antes de cada espetáculo

Travessa da Trapa, nº 2, Covilhã
Tel: 275 336 163
E-mail: geral@teatrodasbeiras.pt

Couve rosa, morango amarelo de Graça Ochoa
26/10 quarta-feira . público escolar . M/14
2 sessões: 11h00 e 15h00
Duração: 50min + conversa
Teatro Municipal da Covilhã

©Alexandre Nobre

Veste saia, despe calças, veste calças, despe saia… Experimenta uma banana, despe duas maçãs… e com uma flor atrás da orelha?… Bom, “se hoje sou assado amanhã serei assim”… As frutas, pelas suas formas particulares, pelos seus interiores sumarentos e coloridos são particularmente atraentes e sugestivas. Encerram em si significados ocultos e estão carregadas de sentidos metafóricos. Em Couve rosa, morango amarelo estão sempre presentes, são provocadoras de peripécias, é em volta delas que tudo acontece…

Criação e interpretação: Graça Ochoa Consultoria artística: Dolores de Matos e Margarida Chambel Produção e apoio à criação: FIAR / Centro de Artes de Rua Distribuição: Monstro Colectivo – Associação Cultural Produção: Tânia Baldé Concepção plástica/cenografia: Sofia Silva Desenho de luz: Anatol Waschke Operação de luz: Pedro Fonseca Fotografia: Alexandre Nobre Vídeo: Samir Noorali Repto das Frutas (música final) Letra: Regina Guimarães Música: Jorge Salgueiro

O Em Trânsito é financiado pelo Governo de Portugal – Cultura/ Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal da Covilhã, Fundação INATEL e ADC – Águas da Covilhã.

> Inscrições

As escolas interessadas podem inscrever as suas turmas através do telefone 926 276 267 ou do e-mail quartaparedeartesperformativas@gmail.com

Como atividade complementar, após todas as apresentações, há uma conversa entre o público e as equipas artísticas que visa estimular o pensamento e o diálogo a partir dos espetáculos, uma ação integrada na Comunidade de Espetadores/Y PÚBLICOS 2022.

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À BEIRA – LABORATÓRIO DE ARTES PERFORMATIVAS SÉNIOR

13 07 2022

Semana intensa de ensaios e preparativos para o espetáculo À BEIRA do Laboratório de Artes Performativas Sénior. À Beira, é já no próximo dia 14 de julho (quinta-feira), esperamos-te!

Sinopse

A escuta como um valor revolucionário.

À Beira é sobre saber de cor para não esquecer, sobre a importância de alimentar o imaginário, sobre o poder de contar e cantar em grupo para espantar os males. Saber de cor, é saber algo de memória. Cor em latim significa coração. Saber de cor, é saber algo tão bem e tão a fundo que é como se nos viesse do coração.

O processo de criação do espetáculo À Beira desafiou os/as participantes do Laboratório de Artes Performativas Sénior a partilhar coisas que soubessem de cor e trouxessem dentro de si há muito tempo. Privilegiámos o que tivesse chegado por transmissão oral e procurámos aprofundar algo que está no cerne do nosso trabalho neste laboratório: a defesa da escuta como um valor revolucionário, talvez em vias de extinção, nas suas formas mais apuradas.

Este espetáculo é inteiramente composto por saberes da cultura tradicional e popular (contos, lendas, provérbios, expressões, canções, lengalengas, mnemónicas, quadras, entre outros) e de histórias de vida dos/as participantes com estes relacionados. Um património oral transmitido de geração em geração, de nós para vós, da boca para o ouvido (e deste para o coração).

O Laboratório de Artes Performativas Sénior é um projeto de experimentação, pesquisa e criação artística para adultos que integra 19 participantes com idades entre os 60 e os 86 anos. Desenvolvido pela Quarta Parede desde 2018, no Centro Ativ’Idades, já apresentou quatro espetáculos de criação coletiva com recurso a metodologias artísticas participativas do teatro, do “storytelling” e da música.

Ficha artística e técnica

Co-criação e Interpretação: Alexandra Trindade, Ana da Conceição Ribeiro, Conceição Cipriano, Dina Correia, Fernanda Lourenço, Fernando Paiva, Hermínia Matias, Honorato Neves, Ilda Ribeiro, José Carvalho, Manuel Figueiredo, Maria Augusta Mineiro, Maria do Céu Marchão, Maria do Céu Moita, Maria do Céu Tavares, Maria Otília Silva, Rosa Estevão, Rui Campos Dramaturgia e direção artística: Sílvia Pinto Ferreira Paisagem sonora: Defski Desenho de Luz: Ricardo Marques Voz: Júlia Nicolau Comunicação e Produção: Bruna Kievel/Quarta Parede Agradecimentos: Júlia Nicolau, Equipa do Centro Ativ’Idades/Câmara Municipal da Covilhã.

Teatro . 45 min . M/6

BILHETEIRA – Teatro Municipal da Covilhã – TMC˜
Rua Rui Faleiro, 1, 6200-505 Covilhã

3ª feira a sábado: 14h30 – 19h30 (exceto feriados)
Dias de espetáculo: 14h30 – 19h00 | 20h30 – 21h30

ENTRADA GRATUITA.

APOIO: TEATRO MUNICIPAL DA COVILHÃ – TMC˜





À BEIRA – LABORATÓRIO DE ARTES PERFORMATIVAS SÉNIOR

5 07 2022

A Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã, apresenta o espetáculo de teatro À BEIRA, realizado pelo Laboratório de Artes Performativas Sénior, um projeto de experimentação, pesquisa e criação artística para adultos seniores, desenvolvido no Centro Ativ’Idades, que integra 19 participantes com idades entre os 60 e os 84 anos, em parceria com a Câmara Municipal da Covilhã.

Neste espetáculo, a tradição oral da Cova da Beira e dimensões relacionadas com as faculdades e processos da memória individual e coletiva são ponto de partida para a pesquisa dramatúrgica e performativa do À BEIRA.

Desenvolvido pela Quarta Parede desde 2018, este laboratório com direção artística de Sílvia Pinto Ferreira, já apresentou 4 espetáculos de criação coletiva. Em 2022, procurou-se aprofundar este trabalho com recurso a metodologias artísticas participativas do teatro, do “storytelling” e da música.

Ficha artística e técnica:
Co-criação e Interpretação: Alexandra Trindade, Ana da Conceição Ribeiro, Conceição Cipriano, Dina Correia, Fernanda Lourenço, Fernando Paiva, Hermínia Matias, Honorato Neves, Ilda Ribeiro, José Carvalho, Manuel Figueiredo, Maria Augusta Mineiro, Maria do Céu Marchão, Maria do Céu Moita, Maria do Céu Tavares, Maria Otília Silva, Rosa Estevão, Rui Campos | Dramaturgia e direção artística: Sílvia Pinto Ferreira | Paisagem sonora: Defski | Desenho de Luz: Ricardo Marques | Agradecimentos: Equipa do Centro Ativ’Idades/Câmara Municipal da Covilhã

Teatro | 45 min | M/6

BILHETEIRA – Teatro Municipal da Covilhã – TMC˜
Rua Rui Faleiro, 1, 6200-505 Covilhã

3ª feira a sábado: 14h30 – 19h30 (exceto feriados)
Dias de espetáculo: 14h30 – 19h00 | 20h30 – 21h30

ENTRADA GRATUITA.

APOIO: TEATRO MUNICIPAL DA COVILHÃ – TMC˜





MAPA DE ATIVIDADES 2021

30 06 2022

É com alegria que partilhamos o documento “Mapa de Atividades 2021” que reflete o exercício de divulgarmos um pouco mais sobre a Quarta Parede, assim como, reconhecer as pessoas, estruturas artísticas, parceiros, financiadores e meios de comunicação que trabalharam conosco ao longo do ano passado.

Boa leitura!





Masterclass – Introdução à performance audiovisual por Frederico Dinis

24 05 2022

03.06.2022 (sexta-feira) I 14h30 – 16h30

Auditório do Centro de Inovação Empresarial da Covilhã (Rua António Augusto de Aguiar, 6200-053 Covilhã)

Nesta masterclass de introdução à performance audiovisual procuraremos identificar e discutir o percurso dos movimentos artísticos associados à arte da performance. Assim, serão contextualizadas, de modo mais direcionado, as performances multimédia contemporâneas no contexto da história e das linguagens dominantes na arte da performance, desde o futurismo e a vanguarda, no final do séc. XIX e início do séc. XX, até à nova expansão da performance multimédia, a partir dos anos 2000, com as abordagens mais centradas no recurso aos meios sonoro e visual.

Esta masterclass integra o projeto “Descobrir e Experienciar”, cofinanciado pelo programa Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro, Município Estarreja e Câmara Municipal da Covilhã, com o apoio do Centro de Inovação Empresarial da Covilhã, com produção da Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã.

A quem se dirige: Estudantes e interessados/as em artes performativas, artes multimédia, artes visuais, música, multimédia e história de arte.

Participação gratuita sujeita a inscrição e ao número de vagas disponíveis.

Contactos para inscrição: quartaparedeartesperformativas@gmail.com / 926 276 267

Biografia

Frederico Dinis é docente, artista-investigador e compositor intermédia, na interface entre as práticas artísticas contemporâneas da performatividade e as tecnologias de new media, que procura representar um espaço-tempo figurativo, combinando narrativas sonoras e visuais com espaços inusitados.

É Doutorado em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra, especialidade de Estudos Teatrais e Performativos, e é licenciado em Engenharia Informática também pela Universidade de Coimbra.

É investigador do CEIS20 – Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra e Affiliated Scholar do SELMA – Centre for the Study of Storytelling, Experientiality and Memory da Universidade de Turku, na Finlândia. É também membro da EASTAP – European Association for the Study of Theatre and Performance (Paris, FR) e membro do Ob.EMMA – Observatory of Electronic Music and Media Art.

Desenvolveu mais de 30 performances audiovisuais site-specific e apresentou os resultados desses projetos em várias conferências e eventos. O seu trabalho tem sido abraçado por museus, salas de concerto, espaços públicos e eventos em todo o mundo.





FESTIVAL Y#18 NO TMG

6 05 2022

Festival Y#18-festival de artes performativas no Teatro Municipal da Guarda com o espetáculo de teatro “Atlântico” de Tiago Cadete!

18.05.2022 (quarta-feira) I 21h30
Teatro Municipal da Guarda Pequeno Auditório

© Filipe Ferreira

Atlântico parte de uma viagem de Cruzeiro de Portugal em direção ao Brasil, percurso outrora desconhecido pelos portugueses, transformado nos dias de hoje em rota de férias. Turistas viajam pelo mesmo caminho que já foi trânsito de corpos escravizados ou de marinheiros obrigados a sair do seu país para explorar esse denominado “Novo Mundo”. Esse oceano também é lugar de fábulas e monstros, desafios e superações. Que novo Atlântico é esse e que memórias traz quando passamos por ele?

Criação, interpretação e vídeo: Tiago Cadete I Música: Bruno Pernadas I Luz: Rui Monteiro I Figurino: Carlota Lagido I Apoio dramaturgia: Bernardo de Almeida I Voz off: Leonor Cabral I Direção técnica: Nuno Patinho I Assessoria de imprensa: Mafalda Simões I Produtora: Ana Lobato I Fotografias: Miguel Ribeiro Fernandes I Produção: Co-pacabana I Coprodução: Teatro Nacional D.Maria II, Teatro Municipal de Faro e Festival Citemor I Parceria: Antena 3

teatro I 60 min I M/12





Festival Y#18-festival de artes performativas

5 04 2022
Cartaz: José Manuel Castanheira

O que nos leva a assistir a um espetáculo? E o que nos impede?

Estas estão entre as perguntas que nos acompanham no desenho e produção do Festival Y, e a cada edição, parece-nos vislumbrar linhas de respostas possíveis. Há 18 edições que procuramos destrinçar estas linhas na construção de um festival para os públicos da beira interior, atento à criação artística e aos mundos contemporâneos, com um olhar no que foi e muitas perguntas ao que virá.

A irreverência que defendemos para o Y, assume especial sentido nesta 18ª edição. Um número que nos impele a uma liberdade, entusiasmo, ímpeto, fluidez, que contrastam com os inquietantes acontecimentos mundiais e com as limitações tantas vezes bloqueadoras das circunstâncias que nos envolvem.

Neste difícil contexto, propomos um programa de espetáculos transdisciplinar que nos indaga e confronta com questões iminentes e que, em simultâneo, propõe outras dimensões de existência possíveis.

Com Dada Garbeck, Costanza Givone, Inês Campos, David Marques, Denis Santacana e Raquel Castro, levamos este Y à Covilhã e a Castelo Branco. E também a Bilbao, através do projeto de internacionalização “Do outro lado / Al otro lado” que nos traz Denis Santacana e leva Ana Jezabel à La Fundición.

Com o Y PÚBLICOS, prosseguimos um trabalho que nos é fundamental de envolvimento dos públicos para e com as artes contemporâneas.

Voltamos às perguntas, “o que nos leva a assistir a um espetáculo e o que nos impede?”, nem todos/as temos o tempo, a oportunidade ou o privilégio para as fazer. Por isso, desejamos contar convosco para partilhar este Y#18 e virem celebrar os 20 anos de atividade da Quarta Parede.

PROGRAMAÇÃO

© Pedro Bastos

Dada Garbeck
The Ever Coming – Cosmophonia
13.04.2022 (quarta-feira) | 21h30
Teatro Municipal da Covilhã

Se pudéssemos desenhar a Cosmophonia proposta por Dada Garbeck, é possível que coincidisse com o padrão do tecido do cosmos. A música, curiosamente, parece ser simultaneamente a causa e o efeito de tudo, parece tecer os nós essenciais e invisíveis do mundo, ao mesmo tempo que é a sua manifestação, como se um criador criasse a criatura que o cria a ele. Uma ideia de Cosmophonia é a possibilidade de, ao ouvir, criar.

Afonso Cruz

Sintetizadores e voz: Dada Garbeck | Voz: Alexandra Saldanha e Filipa Torres | Saxofone Alto: João Mortágua | Trompete: Pedro Jerónimo | Baixo: Nuno Duarte | Bateria: Pedro Gonçalves Oliveira

música | 60min | M/6

© Susana Neves

Costanza Givone
Fogo Lento
28.04.2022 (quinta-feira) | 21h30
Auditório Teatro das Beiras | Covilhã

Foi da vontade de investigar as camadas de histórias dos hábitos culinários do dia-a-dia que surgiu este espetáculo. Há um jantar para ser preparado, há uma mulher italiana e um homem português, há uma mesa e há conceitos como identidade ou tradição que precisam de ser descascados e cozinhados em lume brando para se apurar o seu sentido. Um trabalho performativo onde o público é envolvido na ação cénica, até, no final, ser convidado a cozinhar e comer os pratos preparados durante o espetáculo.

Direção artística: Costanza Givone | Cocriação e interpretação: Ricardo Vaz Trindade e Costanza Givone | Apoio dramatúrgico: Raquel S. | Desenho de luz : Francisco Campos | Direção técnica: Mariana Figueroa | Carpintaria: Armindo Sá | Vídeo e design gráfico: João Vladimiro | Fotografias: Susana Neves / FIMP | Coprodução: Comédias do Minho, Teatro Municipal do Porto e FIMP- Festival Internacional de Marionetas do Porto | Produção: Fogo Lento – Associação Cultural

teatro / performance | aprox. 80 min | M/6

© Rafaël Dacoster

Inês Campos
Coexistimos
04.05.2022 (quarta-feira) | 21h30
Auditório Teatro das Beiras | Covilhã

Coexistimos é uma colagem de metáforas sobre o desafio de ser só um e querer ser tantos. Ser o tigre e o domador, um palhaço triste e um ataque de riso, viver vários corpos, querer ser a realidade dos seus sonhos. Passar por estados temporários e estar presente em cada um deles. Exprime a crença de que as artes são promíscuas e gostam da companhia umas das outras. Tem dança, teatro, cinema, manipulação de objetos e artifícios variados que tentam criar uma sucessão de ilusões.

Concepção e Interpretação: Inês Campos | Sonoplastia: Filipe Fernandes, João Grilo e Inês Campos | Desenho de luz e operação: Mariana Figueroa e Inês Campos | Adereços e Cenografia: Inês Campos, Mariana Figueroa e Marta Figueroa | Aconselhamento artístico: Pietro Romani | Produção executiva: Eira – Dança Contemporânea e Performances | Apoio financeiro: Teatro Municipal do Porto | Residências: Teatro do Campo Alegre, Companhia Instável, Högskolan för scen och musik Gothenburg, Teatro de Ferro, deVIR CAPa, Free Flow e Bando dos Gambozinos | Fotografia promocional: Raphaël Decoster

dança / teatro / manipulação de objetos| 40 min | M/6

©Alípio Padilha

David Marques
Dança Sem Vergonha
25.05.2022 (quarta-feira) | 21h30
Teatro Municipal da Covilhã

A minha “dança sem vergonha” talvez exista apenas no teatro e só seja possível pelo cruzamento de vários espaços, tempos e motivações: o quarto que associo ao tempo da infância, a discoteca que associo ao tempo da adolescência e o estúdio que associo à idade adulta. Ao teatro associo o tempo do presente, durante uma performance, de ambos espectadores e intérpretes. Dançada por mim esta dança-sensação é imediata e refletida, simples e complexa, referencial e naïf, abstrata e simbólica, séria e divertida, íntima e partilhada, técnica e despreparada.

Criado e dançado por David Marques | DJ set ao vivo: Joe Delon | Espaço: Tiago Cadete | Vídeo: Diogo Brito | Figurino: Tiago Loureiro | Olhar exterior: Patrícia Milheiro | Direção técnica: Gonçalo Alegria | Residências: Estúdios Victor Córdon e EIRA/Teatro da Voz | Gestão e administração: Vítor Alves Brotas | Produção: PARCA com AGÊNCIA 25 | Coprodução: PARCA e EIRA/ Festival Cumplicidades | Apoio: Curtas de Dança 2019 – Festival DDD Dias de Dança (para o desenvolvimento do vídeo) e Self-Mistake – Bolsa de Experimentação | Fotografia promocional: Ágata Xavier

dança | 70 min | M/6

© Beatrix Molnar

Denis Santacana
Encuentros
Integrado no projeto Do outro lado / Al otro lado
com La Fundición-Bilbao
03.06.2022 (sexta-feira) | 21h30
Auditório Teatro das Beiras | Covilhã

Perdido entre as pessoas observo o desenho ramificado que ficou a meus pés. Encho o meu copo e olho para trás no reflexo. Imagino uma realidade paralela na qual esta figura desta vez tomou uma decisão diferente. Disfarçadamente, derramo o líquido e o desenho muda novamente. Desfaço mentalmente todos os meus movimentos, obcecado pela ideia de que cada pequena ação, cada decisão, cada encontro, possa ser o começo de um sem fim de caminhos. Baixo o copo e observo-me no mesmo ponto de partida. Qual é a decisão certa? Talvez seja o momento de deixar-se levar pela maré.

Direção: Denis Santacana | Coreografia: Denis Santacana e Victor Fernández | Intérpretes: Denis Santacana e Víctor Fernández | Música original: Víctor Guadiana | Iluminação: Sergio Dominguez

dança | 55 min | M/6

© Bruno Simão

Raquel Castro
Turma de 95
15.06.2022 (quarta-feira) | 21h30
Teatro Municipal da Covilhã

17.06.2022 (sexta-feira) | 21h30
Fábrica da criatividade | Castelo Branco

Em Turma de 95, uma trivial fotografia escolar de grupo de há 25 anos funciona dramaturgicamente como uma poderosa máquina do tempo. Apropriando-se de Class of 76, de Alex Kelly, o fundador dos Third Angel, Raquel Castro revisita e questiona a sua adolescência e a dos seus colegas de turma ao cruzar memórias do passado e a realidade do presente. Partindo de entrevistas prévias e de uma convenção de teatro documental, a encenadora constrói em Turma de 95 um retrato pessoal de uma geração a braços com as expectativas e dores da adolescência, num Portugal em tempo de expansão económica e de abertura à Europa.

a partir do espetáculo Class of 76, de Third Angel | Criação e interpretação: Raquel Castro | Apoio à dramaturgia: Alexander Kelly | Direção de produção na criação original: Vítor Alves Brotas – Agência 25 | Desenho de luz: Daniel Worm | Apoio técnico: João Gambino | Direção técnica em digressão: Tiago Coelho – Ficha Tripla | Fotografias de cena: Bruno Simão | Residência: O Espaço do Tempo e Pólo Cultural das Gaivotas

teatro | 70 min | M/12

Y PÚBLICOS 2022

O Y PÚBLICOS valoriza o envolvimento, participação e formação dos públicos para e com as artes contemporâneas. Propõe-se um conjunto de ações orientadas pela transversalidade entre as artes performativas e outras áreas artísticas, do conhecimento e da vida, algumas da quais conectadas com espetáculos do Festival Y#18.

Comunidade de Espetadores

Encontros informais entre público e artistas para partilha de sentidos após os espetáculos. Uma oportunidade para conhecer mais a fundo os artistas e os seus processos criativos.

28.04 Fogo Lento de Costanza Givone
04.05 Coexistimos de Inês Campos
14.07 Espetáculo LabSénior, Quarta Parede

Laboratório de Artes Performativas Sénior

O LabSénior é um projeto de experimentação, pesquisa e criação artística para adultos seniores que desenvolvemos desde 2018. A tradição oral da Cova da Beira e dimensões relacionadas com as faculdades e processos da memória são ponto de partida para a pesquisa dramatúrgica e performativa e para a criação de um espetáculo a apresentar no dia 14 de julho no Teatro Municipal da Covilhã.
Participação gratuita sujeita a inscrição.

De março a dezembro (semanal) | Local: Centro Ativ’Idades/Covilhã.

Direção artística: Sílvia Pinto Ferreira | Composição sonora: Defski

Oficina Interseções

Oficinas que exploram matérias dramatúrgicas e performativas levantadas no LabSénior. Estas oficinas dirigem-se a público em geral e público escolar e contam com a participação dos seniores do laboratório.
Participação gratuita sujeita a marcação.

Direção artística: Sílvia Pinto Ferreira | Composição sonora: Defski

BILHETEIRA E RESERVAS

Teatro Municipal da Covilhã
Rua Rui Faleiro, 1, 6200-505 Covilhã
www.tmc.com.pt

Horário de bilheteira
3ª feira a sábado: 14h30 às 19h30 (exceto feriados)
Dias de espetáculo: 14h30 às 19h00 e das 20h30 às 21h30

Bilhete geral: 6,00 €
Bilhete c/desconto: + 65 anos / – 30 anos > 4,50 €
Online: www.ticketline.sapo.pt

Teatro das Beiras
Travessa da Trapa, 2, 6200-216 Covilhã
www.teatrodasbeiras.pt

Horário de bilheteira
2ª feira a 6ª feira: 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00
Dias de espetáculo: 1h00 antes de cada espetáculo

Reservas
Tel. 275 336 163 I geral@teatrodasbeiras.pt

Bilhete geral: 6,00 €
Bilhete c/desconto: 3,00 € (<25 anos, >65 anos, estudantes, profissionais do espetáculo, trabalhadores ADC, sócios INATEL)
Online: www.ticketline.sapo.pt

Fábrica da Criatividade / Cine-Teatro Avenida
Avenida General Humberto Delgado, 6000-081 Castelo Branco
www.facebook.com/programacaoculturalmunicipiocb

Horário de bilheteira
3ª feira a sábado: 14h00 às 19h00
Dias espetáculo: 15h00 às 19h00 e das 20h30 ao início do espetáculo

Reserva de bilhetes
Tel. 272 349 560 | bilheteira.ctavenida@gmail.com

Bilhete geral: 5,00 €
Online: www.ticketline.sapo.pt





Festival Y#18-festival de artes performativas

28 03 2022

13 de abril a 17 de junho

> PROGRAMAÇÃO DISPONÍVEL EM BREVE

Cartaz: José Manuel Castanheira





Y#17 Sonoscopia – Gestos Invisíveis

21 01 2022

GESTOS INVISÍVEIS/Máquina Magnética da Sonoscopia encerra o Festival Y#17-festival de artes performativas, no dia 10.02.2022, às 21h30 no Teatro Municipal da Covilhã.

Sinopse

Partindo da invisibilidade do gesto eletrónico como elemento de exploração musical e cénica, surge um espetáculo em que a eletrónica digital do duo de Miguel Carvalhais e Pedro Tudela (também conhecido por @c) encontra os instrumentos percussivos customizados de Gustavo Costa e a luz e vídeo em tempo real de Rodrigo Carvalho. Em palco cruzam-se perspetivas musicais que têm como ponto comum a experimentação e que renovam as linguagens das vanguardas musicais, dando origem a um espaço luminoso, intenso, e invisivelmente expressivo.

Ficha artística

Percussão: Gustavo Costa I Computador: Miguel Carvalhais I Computador: Pedro Tudela I Visuais: Rodrigo Carvalho I Produção: Sonoscopia I Projeto apoiado pela República Portuguesa – Cultura e Dgartes.

Bilheteira

Bilhetes disponíveis em –

https://ticketline.sapo.pt/evento/sonoscopia-gestos-invisiveis-61224?fbclid=IwAR3W07hkDWHIxFpTmB3a2q89L-g1xkh15wGllMaUY3zgxrz158NGYLsVjII

Sobre a Sonoscopia

A Sonoscopia é uma associação para a criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos, centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares. Desde a sua criação, em 2011, produziu mais de 600 eventos, criações artísticas, atividades pedagógicas e publicações. Esteve presente em cerca de 20 países europeus, bem como em geografias tão distantes quanto os Estados Unidos, o Líbano, o Japão, a Tunísia ou os Emirados Árabes Unidos. Das suas criações destacam-se os projetos Phonambient, INsono, Phobos – Orquestra Robótica Disfuncional e Phonopticon. Em Portugal, a Sonoscopia é parceira de entidades como a Fábrica das Artes/CCB, o Teatro Nacional São João, a Fundação de Serralves, o Cine‑Teatro Louletano, o GNRation e o Teatro de Ferro. Dispõe ainda de um espaço localizado no Porto, com pequenos estúdios equipados e preparados para a concepção e produção de trabalhos criativos e científicos, residências e apresentações informais, tendo acolhido centenas de artistas de todo o mundo. A Sonoscopia é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes.





VELEDA – Reflexão & Debate

4 12 2021

Dia 10.12.2021, às 14h30 – 18h30, no Teatro Municipal da Covilhã, convidamos todas(os) a participarem do encontro VELEDA – Reflexão & Debate, evento de finalização do projeto VELEDA – Mulheres e Monoparentalidade, promovido pela BEIRA SERRA – Associação de Desenvolvimento, do qual a Quarta Parede é parceira. Neste encontro partimos de impactos e olhares sobre o projeto para o debate alargado a toda a comunidade acerca das questões da monoparentalidade e das práticas artísticas comunitárias. Integrado no encontro teremos ainda a apresentação da publicação “Práticas Artísticas – Participação e Política” de Hugo Cruz.

O projeto VELEDA dirige-se a mulheres sós com filhos a cargo e usa o teatro como agente criativo para a transformação pessoal e social, teve início em janeiro de 2019 com a criação dos Laboratórios de Pesquisa Social e Artística onde foi feito o levantamento de materiais (histórias de vida, experimentação artística) com o objetivo da criação de um espetáculo de teatro documental apresentado em julho de 2021.

O projeto tem como parceiros a Universidade da Beira Interior – UBI, o MDM – Movimento Democrático de Mulheres, e os Municípios de Belmonte, Covilhã e Fundão, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da Iniciativa PARTIS. O VELEDA – Reflexão & Debate conta com o apoio do Teatro Municipal da Covilhã.